29 de maio de 2011

Feliz Dia dos Namorados



E viva o amor, antes de qualquer coisa!!

It Gets Better, Uma campanha que está fazendo muita falta no Brasil.
Espero que essa campanha chegue rápido por aqui, em combate ao bullying contra gays e o aumento das taxas de suicídio por homossexuais, a campanha me emociona muito e eu gostaria de compartilhar algumas mensagens e depoimentos com vocês.
Entre elas dos funcionários da Pixar e do Google e do presidente americano Barack Obama...


Não deixe que ninguém te diga que você é menos só porque você é gay.


Tem muita gente que se importa com você e quer você vivo.

Então, Aguente firme. As coisas Melhoram


Repita consigo mesmo que você é Normal. Porque você é!

E saiba que... por mais que as coisas pareçam difícies...


Você está ligado as todos que estão passanado a mesma coisa.

Você vai encontrar seu lugar e vai melhorar, Eu prometo.


Pense no futuro. Não pense nos problemas que você está enfrentando agora.


Pense na grandiosidade que a vida vai ter.

Encontre alguém em que possa confiar, te ajudar e te amar incodicionamente.

E se essa pessoa não te ajudar, deixe pra lá. Busque outra pessoa.


Saiba que em algum lugar você vai encontrar alguém que se sente como você

Ou parecido com você... e que quer você por perto... e que te abraçar...


Te dizer que tudo vai ficar bem. E que as coisas vão melhorar.

Se eu pudesse passar pela tela, te dar um abraço e dizer que tudo melhora, eu faria isso.

Eu te prometo que as coisas não só melhoram como ficam muito melhor do que você pode imaginar.

É tão lindo o que te espera pela frente.


As coisas vão melhorar.

22 de maio de 2011

E agora?

06/02 - 12:47hrs


Dicas ajudam você a superar seus próprios preconceitos e entender que seu filho precisa de você agora mais do que nunca
Vladimir Maluf



É verdade: nenhum pai sonha em ter um filho homossexual. Mas também é verdade que filho não veio ao mundo para realizar os sonhos dos pais. Portanto, aceitar e aprender a lidar com a situação é a melhor – e única – maneira de manter uma boa relação com ele. E o que muitos pais esquecem é que, com a descoberta da homossexualidade, a angústia do filho é gigantesca e avassaladora. E ele precisa de ajuda. 

Claudio Picazio, psicólogo especializado em sexologia, sabe que não é fácil, mas afirma que é preciso mudar a maneira de pensar. “Antes de ter um filho, o casal projeta uma história, imagina um destino para esse filho. E nunca se leva em conta que ele possa ser gay, mas pode”, diz o psicólogo. “Eles têm a fantasia de que se tiverem uma filha, ela será uma santa; se tiverem um filho, ele será o garanhão. E nem sempre é assim”. 

Os pais erraram?

Não. É comum os pais se perguntarem, logo quando descobrem a sexualidade do filho, “onde foi que eu errei?”. Um engano. “Os pais não determinam a sexualidade do filho. O que eles determinam é como seus filhos vão levar sua vida amorosa”, explica Claudio, que aconselha a instruir os filhos a terem bom caráter, seja lá com quem irão se relacionar. 

Só se usa a palavra opção quando há uma chance de escolha. E não é o caso. “Se eu gosto de quindim e brigadeiro, e só posso comprar um deles, eu tenho que fazer uma opção: escolher um doce. Se as alternativas são lasanha e dobradinha, para mim, que odeio dobradinha, não há opção. Pois eu só gosto de um dos pratos”, associa o psicólogo. 
“A pessoa não escolhe. E não há explicação para o desejo erótico”. E aquela teoria de que o certo é o homem se atrair por uma mulher, por uma questão de reprodução, é uma besteira. “Nenhum homem olha uma gostosa na rua e diz: ‘quero ter um filho com ela’, certo?”. 

Novos sonhos

Se seu sonho era que seu filho casasse com uma mulher e lhe desse netos, aceite, eles não serão realizados. E você não pode cobrar isso. “O pai terá que readaptar seus sonhos. E perceber que não importa com quem ele se relaciona. Deve amar seus filhos de qualquer jeito, independentemente se ele é heterossexual ou não”, defende Claudio. 

Claudio Picazio se recorda de uma atitude que ele considera perfeita, vinda de pais que têm um filho gay: “Em 25 anos de profissão, só vi um caso realmente saudável nessa situação: os pais perceberam que o filho era gay e vieram me procurar para livrar-se do preconceito que eles tinham”. 

Por isso, se for seu caso, procure enxergar as coisas de uma outra maneira. “São os pais que devem consolar o filho. E não ao contrário. Eles precisam dar suporte a esse filho que está vivendo a angústia de descobrir que é homossexual. E não esperar que os filhos lhe amparem. Essa obrigação é dos pais”, afirma. 

Vença seus preconceitos

Dizer que o filho gay é aquele que foi mimado pela mãe ou teve o pai ausente é outro erro. “Isso é uma bobagem. O que costuma acontecer é exatamente o oposto: Eles descobrem que o filho é gay. O pai, que não se identifica, se afasta. A mãe, para tentar compensar, superprotege. E daí surgiu esse mito”, esclarece Claudio.

Não tocar no assunto é outra postura comum. “Os homens, principalmente, não falam sobre o assunto. Não querem trazer à tona que o filho é homossexual. E isso é muito ruim para as relações familiares”, diz o psicólogo, que desmascara uma forma de fuga: “Não adianta dar a desculpa de que respeita a individualidade do filho e por isso não mexe no assunto. Isso é mentira. Encare a situação!”, aconselha. 

Ser homossexual não exige tratamento. Mas ser preconceituoso, sim. “É preciso tratar o preconceito. Os pais têm que segurar a barra do filho, por isso, para facilitar a aceitação, eu aconselho que eles procurem um terapeuta especializado em sexualidade”, indica.

Aconteceu comigo

Luciano prefere não revelar o nome para preservar o filho. Mas diz com toda certeza que não tem problema nenhum com isso. “Meu medo é que meu filho sofra na rua, com a violência que existe por aí, inclusive contra homossexuais”, conta ele, que tem 53 anos. “Se eu disser que fiquei feliz quando soube, estaria mentindo. Não era o que eu queria para o meu filho. Minha primeira providência foi conversar com a mãe dele, que já sabia”. Foi difícil, ainda mais porque já eram separados. 

Mas ela tinha a cabeça muito mais aberta do que a minha na época e me fez enxergar que meu filho não deixou de ser a mesma pessoa que eu tanto amo e nada ia mudar”, conta ele. “Já conheci um namorado dele e foi estranho. Mas é lógico que eles me respeitam e não fazem nada na minha frente. Mas, se você parar para pensar, seria estranho do mesmo jeito se eu visse a minha filha, que é heterossexual, se agarrando com um rapaz na minha frente”.

Julio* não teve a mesma sorte com seu pai, que pediu a ele que saísse de casa. “Meu pai falou aquela velha frase que todo ignorante fala: que prefere filho morto a filho gay. Tenho 27 anos, sou independente e ajudo meus pais financeiramente. Claro que seu eu me formei foi graças a eles. Eu reconheço isso. Mas se eles precisarem um dia morar comigo, não vou abrir as portas”, diz. 

“Foram eles que me expulsaram, pois não queriam conviver com um gay, não é?. Então, se um dia precisarem, terão que assumir a consequência da postura que tiveram no passado. Não dá para aceitar que eles passem a fingir que me aceitam só para ter o que precisam”.

* O nome foi alterado a pedido do entrevistado

21 de maio de 2011

Entenda a Pl 122/2006

Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.
O projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.
Aprovado no Congresso Nacional, o PLC alterará a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando crime a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Isto quer dizer que todo cidadão ou cidadã que sofrer discriminação por causa de sua orientação sexual e identidade de gênero poderá prestar queixa formal na delegacia. Esta queixa levará à abertura de processo judicial. Caso seja provada a veracidade da acusação, o réu estará sujeito às penas definidas em lei.
O texto do Projeto de Lei PLC 122/2006 aborda as mais variadas manifestações que podem constituir homofobia; para cada modo de discriminação há uma pena específica, que atinge no máximo 5 anos de reclusão. Para os casos de discriminação no interior de estabelecimentos comerciais, os proprietários estão sujeitos à reclusão e suspensão do funcionamento do local em um período de até três meses. Também será considerado crime proibir a livre expressão e manifestação de afetividade de cidadãos homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais.    
Apesar dos intensos esforços e conquistas do Movimento LGBT Brasileiro em relação ao PLC 122, ainda assim, ele precisa ser votado no Senado Federal. O projeto enfrenta oposição de setores conservadores no Senado e de segmentos de fundamentalistas religiosos. Por este motivo, junte-se a nós e participe da campanha virtual para divulgar e pressionar os senadores pela aprovação do projeto.




Por quê a lei?
  • Ainda não há proteção específica na legislação federal contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero;
  • Por não haver essa proteção, estimados 10% da população brasileira (18 milhões de pessoas) continuam a sofrer discriminação (assassinatos, violência física, agressão verbal, discriminação na seleção para emprego e no próprio local de trabalho, escola, entre outras), e os agressores continuam impunes;
  • Por estarmos todos nós, seres humanos, inseridos numa dinâmica social em que existem laços afetivos, de parentesco, profissionais e outros, essa discriminação extrapola suas vítimas diretas, agredindo também seus familiares, entes queridos, colegas de trabalho e, no limite, a sociedade como um todo;
  • O projeto está em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário: “Artigo 7°: Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”;
  • O projeto permite a concretização dos preceitos da Constituição Federal: “Art. 3ºConstituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação [...] / Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”;
  • O projeto não limita ou atenta contra a liberdade de expressão, de opinião, de credo ou de pensamento. Ao contrário, contribui para garanti-las a todos, evitando que parte significativa da população, hoje discriminada, seja agredida ou preterida exatamente por fazer uso de tais liberdades em consonância com sua orientação sexual e identidade de gênero;
  • Por motivos idênticos ou semelhantes aos aqui esclarecidos, muitos países no mundo, inclusive a União Européia, já reconheceram a necessidade de adotar legislação dessa natureza;
  • A aprovação do Projeto de Lei contribuirá para colocar o Brasil na vanguarda da América Latina, assim como o Caribe, como um país que preza pela plenitude dos direitos de todos seus cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a paz.
Fonte: Projeto Aliadas – ABGLT


Verdades e Mentiras sobre o PLC 122/06
Desde que começou a ser debatido no Senado, o projeto de lei da Câmara 122/2006, que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero tem sido alvo de pesadas críticas de alguns setores religiosos fundamentalistas (notadamente católicos e evangélicos).

Essas críticas, em sua maioria, não têm base laica ou objetiva. São fruto de uma tentativa equivocada de transpor para a esfera secular e para o espaço público argumentos religiosos, principalmente bíblicos. Não discutem o mérito do projeto, sua adequação ou não do ponto de vista dos direitos humanos ou do ordenamento legal. Apenas repisam preconceitos com base em errôneas interpretações religiosas.

Contudo, algumas críticas tentam desqualificar o projeto alegando inconsistências técnicas, jurídicas e até sua inconstitucionalidade. São críticas inconsistentes, mas, pelo menos, fundamentadas pelo aspecto jurídico. Por respeito a esses argumentos laicos, refutamos, abaixo, as principais objeções colocadas:


1. É verdade que o PLC 122/2006 restringe a liberdade de expressão?

Não, é mentira. O projeto de lei apenas pune condutas e discursos preconceituosos. É o que já acontece hoje no caso do racismo, por exemplo. Se substituirmos a expressão cidadão homossexual por negro ou judeu no projeto, veremos que não há nada de diferente do que já é hoje praticado.

É preciso considerar também que a liberdade de expressão não é absoluta ou ilimitada - ou seja, ela não pode servir de escudo para abrigar crimes, difamação, propaganda odiosa, ataques à honra ou outras condutas ilícitas. Esse entendimento é da melhor tradição constitucionalista e também do Supremo Tribunal Federal.

2. É verdade que o PLC 122/2006 ataca a liberdade religiosa?

Não, é mentira. O projeto de lei não interfere na liberdade de culto ou de pregação religiosa. O que o projeto visa coibir são manifestações notadamente discriminatórias, ofensivas ou de desprezo. Particularmente as que incitem a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Ser homossexual não é crime. E não é distúrbio nem doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Portanto, religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológicos (como considerar a homossexualidade "pecado"). Mas não podem propagar inverdades científicas, fortalecendo estigmas contra segmentos da população.

Nenhuma pessoa ou instituição está acima da Constituição e do ordenamento legal do Brasil, que veda qualquer tipo de discriminação.

Concessões públicas (como rádios ou TV's), manifestações públicas ou outros meios não podem ser usados para incitar ódio ou divulgar manifestações discriminatórias – seja contra mulheres, negros, índios, pessoas com deficiência ou homossexuais. A liberdade de culto não pode servir de escudo para ataques a honra ou a dignidade de qualquer pessoa ou grupo social.

3. É verdade que os termos orientação sexual e identidade de gênero são imprecisos e não definidos no PLC 122, e, portanto, o projeto é tecnicamente inconsistente?

Não, é mentira. Orientação sexual e identidade de gênero são termos consolidados cientificamente, em várias áreas do saber humano, principalmente psicologia, sociologia, estudos culturais, entre outras. Ademais, a legislação penal está repleta de exemplos de definições que não são detalhadas no corpo da lei.

Cabe ao juiz, a cada caso concreto, interpretar se houve ou não preconceito em virtude dos termos descritos na lei.

Fonte: Projeto Aliadas/ABGLT